terça-feira, 22 de novembro de 2011

Arte Moderna

sábado, 22 de outubro de 2011

HISTÓRIA DOS NÚMEROS

 

A noção de número e suas extraordinárias generalizações estão intimamente ligadas à história da humanidade. E a própria vida está impregnada de matemática: grande parte das comparações que o homem formula, assim como gestos e atitudes cotidianas, aludem conscientemente ou não a juízos aritméticos e propriedades geométricas. Sem esquecer que a ciência, a indústria e o comércio nos colocam em permanente contato com o amplo mundo da matemática.

A LINGUAGEM DOS NÚMEROS

Em todas as épocas da evolução humana, mesmo nas mais atrasadas, encontra-se no homem o sentido do número. Esta faculdade lhe permite reconhecer que algo muda em uma pequena coleção (por exemplo, seus filhos, ou suas ovelhas) quando, sem seu conhecimento direto, um objeto tenha sido retirado ou acrescentado.

O sentido do número, em sua significação primitiva e no seu papel intuitivo, não se confunde com a capacidade de contar, que exige um fenômeno mental mais complicado. Se contar é um atributo exclusivamente humano, algumas espécies de animais parecem possuir um sentido rudimentar do número. Assim opinam, pelo menos, observadores competentes dos costumes dos animais. Muitos pássaros têm o sentido do número. Se um ninho contém quatro ovos, pode-se tirar um sem que nada ocorra, mas o pássaro provavelmente abandonará o ninho se faltarem dois ovos. De alguma forma inexplicável, ele pode distinguir dois de três.

O corvo assassinado

Um senhor feudal estava decidido a matar um corvo que tinha feito ninho na torre de seu castelo. Repetidas vezes tentou surpreender o pássaro, mas em vão: quando o homem se aproximava, o corvo voava de seu ninho, colocava-se vigilante no alto de uma árvore próxima, e só voltava à torre quando já vazia. Um dia, o senhor recorreu a um truque: dois homens entraram na torre, um ficou lá dentro e o outro saiu e se foi. O pássaro não se deixou enganar e, para voltar, esperou que o segundo homem tivesse saído. O estratagema foi repetido nos dias seguintes com dois, três e quatro homens, sempre sem êxito. Finalmente, cinco homens entraram na torre e depois saíram quatro, um atrás do outro, enquanto o quinto aprontava o trabuco à espera do corvo. Então o pássaro perdeu a conta e a vida.

As espécies zoológicas com sentido do número são muito poucas (nem mesmo incluem os monos e outros mamíferos). E a percepção de quantidade numérica nos animais é de tão limitado alcance que se pode desprezá-la. Contudo, também no homem isso é verdade. Na prática, quando o homem civilizado precisa distinguir um número ao qual não está habituado, usa conscientemente ou não - para ajudar seu sentido do número - artifícios tais como a comparação, o agrupamento ou a ação de contar. Essa última, especialmente, se tornou parte tão integrante de nossa estrutura mental que os testes sobre nossa percepção numérica direta resultaram decepcionantes. Essas provas concluem que o sentido visual direto do número possuído pelo homem civilizado raras vezes ultrapassa o número quatro, e que o sentido tátil é ainda mais limitado.

Limitações vêm de longe

Os estudos sobre os povos primitivos fornecem uma notável comprovação desses resultados. Os selvagens que não alcançaram ainda o grau de evolução suficiente para contar com os dedos estão quase completamente disprovidos de toda noção de número. Os habitantes da selva da África do Sul não possuem outras palavras numéricas além de um, dois e muitos, e ainda essas palavras estão desvinculadas que se pode duvidar que os indígenas lhes atribuam um sentido bem claro.

Realmente não há razões para crer que nossos remotos antepassados estivessem mais bem equipados, já que todas as linguagens européias apresentam traços destas antigas limitações: a palavra inglesa thrice, do mesmo modo que a palavra latina ter, possui dois sentidos: "três vezes" e "muito". Há evidente conexão entre as palavras latinas tres (três) e trans (mais além). O mesmo acontece no francês: trois (três) e très (muito).

Como nasceu o conceito de número? Da experiência? Ou, ao contrário, a experiência serviu simplesmente para tornar explícito o que já existia em estado latente na mente do homem primitivo? Eis aqui um tema apaixonante para discussão filosófica.

Julgando o desenvolvimento dos nossos ancestrais pelo estado mental das tribos selvagens atuais, é impossível deixar de concluir que sua iniciação matemática foi extremamente modesta. Um sentido rudimentar de número, de alcance não maior que o de certos pássaros, foi o núcleo do qual nasceu nossa concepção de número. Reduzido à percepção direta do número, o homem não teria avançado mais que o corvo assassinado pelo senhor feudal. Todavia, através de uma série de circunstâncias, o homem aprendeu a completar sua percepção limitada de número com um artifício que estava destinado a exercer influência extraordinária em sua vida futura. Esse artifício é a operação de contar, e é a ele que devemos o progresso da humanidade.

O número sem contagem

Apesar disso, ainda que pareça estranho, é possível chegar a uma idéia clara e lógica de número sem recorrer a contagem. Entrando numa sala de cinema, temos diante de nós dois conjuntos: o das poltronas da sala e o dos espectadores. Sem contar, podemos assegurar se esses dois conjuntos têm ou não igual número de elementos e, se não têm, qual é o de menor número. Com efeito, se cada assento está ocupado e ninguém está de pé, sabemos sem contar que os dois conjuntos têm igual número. Se todas as cadeiras estão ocupadas e há gente de pé na sala, sabemos sem contar que há mais pessoas que poltronas.

Esse conhecimento é possível graças a um procedimento que domina toda a matemática, e que recebeu o nome de correspondência biunívoca. Esta consiste em atribuir a cada objeto de um conjunto um objeto de outro, e continuar assim até que um ou ambos os conjuntos se esgotem.

A técnica de contagem, em muitos povos primitivos, se reduz precisamente a tais associações de idéias. Eles registram o número de suas ovelhas ou de seus soldados por meio de incisões feitas num pedaço de madeira ou por meio de pedras empilhadas. Temos uma prova desse procedimento na origem da palavra "cálculo", da palavra latina calculus, que significa pedra.

A idéia de correspondência

A correspondência biunívoca resume-se numa operação de "fazer corresponder". Pode-se dizer que a contagem se realiza fazendo corresponder a cada objeto da coleção (conjunto), um número que pertence à sucessão natural: 1,2,3...

A gente aponta para um objeto e diz: um; aponta para outro e diz: dois; e assim sucessivamente até esgotar os objetos da coleção; se o último número pronunciado for oito, dizemos que a coleção tem oito objetos e é um conjunto finito. Mas o homem de hoje, mesmo com conhecimento precário de matemática, começaria a sucessão numérica não pelo um mas por zero, e escreveria 0,1,2,3,4...

A criação de um símbolo para representar o "nada" constitui um dos atos mais audaciosos da história do pensamento. Essa criação é relativamente recente (talvez pelos primeiros séculos da era cristã) e foi devida às exigências da numeração escrita. O zero não só permite escrever mais simplesmente os números, como também efetuar as operações. Imagine o leitor - fazer uma divisão ou multiplicação em números romanos! E no entanto, antes ainda dos romanos, tinha florescido a civilização grega, onde viveram alguns dos maiores matemáticos de todos os tempos; e nossa numeração é muito posterior a todos eles.

Do relativo ao absoluto

Pareceria à primeira vista que o processo de correspondência biunívoca só pode fornecer um meio de relacionar, por comparação, dois conjuntos distintos (como o das ovelhas do rebanho e o das pedras empilhadas), sendo incapaz de criar o número no sentido absoluto da palavra. Contudo, a transição do relativo ao absoluto não é difícil.

Criando conjuntos modelos, tomados do mundo que nos rodeia, e fazendo cada um deles caracterizar um agrupamento possível, a avaliação de um dado conjunto fica reduzida à seleçào, entre os conjuntos modelos, daquele que possa ser posto em correspondência biunívoca com o conjunto dado.

Começou assim: as asas de um pássaro podiam simbolizar o número dois, as folhas de um trevo o número três, as patas do cavalo o número quatro, os dedos da mão o número cinco. Evidências de que essa poderia ser a origem dos números se encontram em vários idiomas primitivos.

É claro que uma vez criado e adotado, o número se desliga do objeto que o representava originalmente, a conexão entre os dois é esquecida e o número passa por sua vez a ser um modelo ou um símbolo. À medida que o homem foi aprendendo a servir-se cada vez mais da linguagem, o som das palavras que exprimiam os primeiros números foi substituindo as imagens para as quais foi criado. Assim os modelos concretos iniciais tomaram a forma abstrata dos nomes dos números. É impossível saber a idade dessa linguagem numérica falada, mas sem dúvida ela precedeu de vários milhares de anos a aparição da escrita.

Todos os vestígios da significação inicial das palavras que designam os números foram perdidos, com a possível excessão de cinco (que em várias línguas queria dizer mão, ou mão estendida). A explicação para isso é que, enquanto os nomes dos números se mantiveram invariáveis desde os dias de sua criação, revelando notável estabilidade e semelhança em todos os grupos linguísticos, os nomes dos objetos concretos que lhes deram nascimento sofreram uma metamorfose completa.

Palavras que representam números em algumas línguas indo-européias:
Grego
Arcaico
Latim Alemão Inglês Francês Russo
1 en enus eins one un odyn
2 duo duo zwei two deux dva
3 tri tres drei three trois tri
4 tetra quatuor vier four quatre chetyre
5 pente quinque fünf five cinq piat
6 hex sex sechs six six chest
7 hepta septem siebem seven sept sem
8 octo octo acht eight huit vossem
9 ennea novem neun nine neuf deviat
10 deca decem zehn ten dix desiat
100 hecaton centum hundert hundred cent sto
1000 xilia mille tausend thousand mille tysiatsa

Fonte: Dicionário Enciclopédico Conhecer - Abril Cultural

sábado, 24 de setembro de 2011

A nova História do Brasil

 

Superinteressante

 

Uma nova geração de pesquisadores destrói mitos e revela o verdadeiro passado do Brasil: um país mais forte, mais complexo e bem mais humano do que ensinaram na escola

por Leandro Narloch*

O cenário deve estar quente na sua memória. Nos tempos em que o país era uma colônia de Portugal, só havia por aqui engenhos de cana-de-açúcar, as "plantations", com centenas de escravos. Portugal passou séculos sugando as nossas riquezas. No século 16, o reino português já havia exterminado o pau-brasil, ganhando a madeira dos índios em troca de bugigangas; no século 18 ainda levou embora o ouro de Minas Gerais. Como todas as exportações brasileiras eram controladas por Portugal, o país ficou limitado a ser uma colônia agrícola. E aí, lembrou-se dessa imagem? Pode esquecê-la. Essa história está virando, literalmente, coisa do passado. Daqui para a frente, vai conviver com esta aqui: no século 18, a economia brasileira é maior que a de Portugal. O país é repleto de rotas interestaduais de comércio de ferramentas, roupas e alimentos, e ainda exporta, fora do controle do rei português, produtos para a Argentina e a costa africana. A descoberta do ouro ergue fortunas que ficam por aqui, tornando o Brasil capaz de ter investimentos para crescer mesmo em épocas de crise internacional. Os homens mais ricos (entre eles, negros e índios) constroem sua fortuna não como latifundiários, mas pelo comércio e emprestando dinheiro a juros. A maioria dos brasileiros é formada por homens livres que mantêm comércios ou pequenas fazendas. Esse novo passado tem sido descoberto por historiadores nos últimos anos. Dezenas de novos estudos apagam silhuetas tradicionais da história brasileira. E montam uma paisagem nova. Conheça a nova história do Brasil.

Uma história mais tranquila

Grande parte da história que os brasileiros conhecem hoje, aquela que ainda está na maioria dos livros didáticos, foi criada (ou virou consenso) entre 1960 e 1980. Era um tempo mais tenso do que hoje. A Guerra Fria dividia os países, os governantes e os intelectuais entre comunistas e capitalistas.

Na América Latina, as ditaduras militares calavam jornalistas e professores, torturavam e matavam dissidentes. Se no governo dominavam os capitalistas, a direita, nas universidades predominavam as ideias e os métodos de Karl Marx, o pai do comunismo científico. Para se opor à ditadura, era estimulante ressaltar histórias de dependência internacional, em que classes sociais lutavam entre si e que tinham as grandes potências como as vilãs. "Era uma leitura do passado que nos preparava para a revolução", diz o historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos.

Mas o tempo passou. As ditaduras caíram, assim como o Muro de Berlim e a União Soviética. Aos poucos, os pesquisadores ficaram um pouco mais longe das ideologias e passaram a tirar conclusões sem tanto medo de aderir a um ou outro lado da política. "A geração anterior foi muito marcada pela luta ideológica, exacerbada durante os governos militares. Divergências eram logo transpostas para o campo político-ideológico, com prejuízo para o diálogo e a qualidade dos trabalhos", diz o historiador José Murilo de Carvalho, professor da UFRJ e um dos imortais da Academia Brasileira de Letras. "A nova geração de historiadores formou-se em ambiente menos tenso e polarizado, com maior liberdade de debate e um ambiente intelectual mais produtivo."

A visão clássica do Brasil colonial nasceu com o intelectual paulista Caio Prado Júnior em 1933. No livro Evolução Política do Brasil, ele afirma que a sociedade brasileira era simples e desigual: "Nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros; mais tarde, ouro e diamantes; depois, algodão, e em seguida café, para o mercado europeu. Nada mais que isso". Tudo girava em torno do latifundiário, que deixava só miséria por aqui. A teoria de Caio Prado fez um sucesso tremendo nas décadas seguintes.

Até que, nos anos 90, historiadores descobriram dados que não batiam com a teoria. Registros dos portos do Rio de Janeiro e de Salvador mostravam que, em épocas de crise econômica europeia, quando os preços de açúcar e algodão desabavam pelo mundo, no Brasil eles mudavam pouco.

Mesmo quando as exportações do Rio de Janeiro diminuíram, a compra de farinha e charque do Rio Grande do Sul aumentava. Esses dados sugerem que havia um bom mercado consumidor no Brasil. Além disso, o testamento dos homens mais endinheirados mostrava que a maioria não fez fortuna exportando cana-de-açúcar, mas fabricando ferramentas ou emprestando dinheiro. Eles compravam fazendas só depois de ricos, para ganhar status de proprietários de terras e eventuais títulos de nobreza.

O mais recente estudo com essa nova visão virou o livro História do Brasil com Empreendedores, de Jorge Caldeira, lançado em 2009. Ele mostra mais um mito do Brasil colonial: a ideia de que só havia por aqui uma enorme massa de escravos e seus senhores. Em 1819, os escravos eram um quarto da população total, de 4,4 milhões de pessoas. E, entre os brasileiros livres, 91% deles não tinham escravos. "Com essa população, o Brasil tinha uma economia maior que a de Portugal", diz Jorge Caldeira.

Os mitos do outro lado, os da direita, também estão com os dias contados. No caso da Guerra do Paraguai, glorificada pela caserna, hoje ninguém discute que os soldados negros foram entregues à própria sorte no campo de batalha, sendo os primeiros a morrer. Alguns, inclusive, foram à guerra como "substitutos", no lugar de senhores de escravos que preferiram não arriscar a vida pelo país. Tiradentes, mártir usado como peça de proganda dos governos desde o início da República, teve sua participação na Inconfidência Mineira bem diminuída. Falando em República, hoje se reconhece que, logo depois que os militares a proclamaram, em 1889, o Brasil regrediu em diversos pontos. A censura à imprensa, por exemplo, foi um dos primeiros atos do proclamador em pessoa, o marechal Deodoro da Fonseca.

Mito 1
"A sociedade brasileira se dividia entre senhores e escravos"
Havia mais pessoas livres do que se imagina. No século 18, 40% da população era de escravos. No começo do 19, 25%. E alguns senhores trabalhavam com os negros, já que tinham poucos escravos.
Mito 2
"Portugal apenas sugava nossas riquezas"
A montagem de engenhos e a exploração de ouro trouxeram riquezas para cá, criando um comércio ativo no Brasil. No fim do século 18, nossa economia era maior que a de Portugal.
Mito 3
"Os latifundiários eram as pessoas mais ricas"
Um navio negreiro valia mais que um engenho inteiro. Só 25% dos maiores testamentos eram de fazendeiros, o resto era de comerciantes, banqueiros e traficantes de escravos. Esses homens, para ganhar status, compravam terras no fim da vida.
Mito 4
"A Inglaterra fez o Brasil destruir o Paraguai"
Ao contrário do que se imagina, a diplomacia britânica tentou evitar o conflito. O país tinha investimentos no Brasil e no Paraguai, que ficariam em risco em caso de guerra.
Mito 5
"Aleijadinho era um deficiente físico grave que fez centenas de estátuas sozinho"
As famosas esculturas são provavelmente fruto de vários e talentosos artistas, que dividiam o trabalho entre si e tinham ajudantes. E a imagem dele como um homem desfigurado pode ser uma criação literária.
Mito 6
"Lampião lutava contra coronéis e latifundiários"
O rei do cangaço prestou favores a grandes coronéis do sertão. Ao mesmo tempo, ameaçava famílias pobres e executava operários que construíam estradas pelo interior do Nordeste.
Mito 7
"O Paraguai era uma potência latente"
Era o país mais atrasado do Cone Sul. O comércio exterior era 6 vezes menor que o do Uruguai, que tinha a metade da população.
Mito 8
"Canudos era uma sociedade igualitária"
A cidade de Antonio Conselheiro não pregava a reforma agrária. Como fora dali, havia miseráveis e pessoas mais ricas.
Mito 9
"Santos Dumont inventou o avião"
O inventor brasileiro foi um gênio. Mas os irmãos Wright voaram 3 anos antes dele e, em 1906, quando o 14 Bis decolou, já tinham um avião bem melhor. A grande aeronave do brasileiro é outra: o Demoiselle, de 1908, primeiro ultraleve da história.
Mito 10
"Os bandei­rantes eram desbravadores europeus"
Os bandeirantes eram filhos de índios com brancos, andavam quase nus e seguiam a cultura tupi-guarani.
Mito 11
"A banana e o coco são nativos do Brasil"
Essas frutas, assim como a jaca, a manga e o abacate e alguns animais, como os cães, não existiam no Brasil. Chegaram aqui a bordo das caravelas europeias.
Mito 12
"A feijoada foi criada com restos da Casa-Grande"
Ao contrário do que muita gente acredita, a feijoada tem origem europeia. Vem da tradição de misturar legumes com carnes, como o cassoulet, francês, feito com carne de porco e feijão branco.
Mito 13
"Os índios do Sudeste foram praticamente extintos "
Enquanto milhares de índios eram dizimados, outros decidiram deixar as aldeias e ir para as cidades, assimilando-se à população. Hoje, na média, 8% do genoma dos brasileiros tem origem indígena.
Mito 14
"Os índios não foram escravizados"
Principalmente durante os séculos 16 e 17, milhares de índios de todo o Brasil e do Paraguai foram levados a São Paulo como escravos. Como outras regiões também precisavam de trabalhadores, começaram a trazer escravos da África.
Mito 15
"Os quilombos lutavam contra a escravidão"
As comunidades lutavam pela liberdade de seu grupo. Mas é provavel que os membros poderosos tivessem escravos próprios.
Mito 16
"A Inglaterra foi contra a escravidão para criar um mercado consumidor"
A luta contra a escravidão na Inglaterra partiu de um movimento religioso e popular. Não passava pela cabeça dos homens de negócio ingleses acabar com a escravidão nas colônias britânicas na América.
Mito 17
"A maioria das fazendas tinha dezenas de escravos"
Os engenhos com muitos escravos eram raridade. No século 18, a maioria estava, em média, em plantéis pequenos, geralmente de 4 ou 5 pessoas.
Mito 18
"Os africanos viviam em tribos selvagens"
Enriquecidos com a venda de algodão, ouro e escravos, alguns reinos africanos ficaram poderosos. Havia por lá exércitos e cidades grandes.
Mito 19
"O samba é um ritmo puramente brasileiro"
O ritmo tem influências que não são do Brasil nem da África. Donga, o músico que gravou o primeiro samba, em 1917, montou bandas de jazz. Sinhô, o "rei do samba" nos anos 30, usava melodias europeias em suas canções.

Uma história destruidora

A história de qualquer país nasceu no berço do patriotismo. Na tentativa de construir um passado comum entre os habitantes e deixá-los orgulhosos do lugar onde viviam, surgiram relatos de grandes artistas e heróis, tradições milenares, mitos da fundação do país e datas nacionais. No Brasil, esse tipo de leitura da história surgiu principalmente com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), de 1838. O órgão teve uma importância gigantesca para o país. O próprio imperador dom Pedro 2º participava de suas reuniões, de onde saíram os primeiros grandes relatos da história brasileira, caso do Como Se Deve Escrever a História do Brasil, do naturalista Carl von Martius, de 1840, e História Geral do Brasil, escrito por Francisco Varnhagen em 1854. Por trás dessas obras, havia sempre uma moral edificante e uma tentativa de valorizar a pátria.

Esse modo de ver a história cria um vício: tudo passa a ser visto de forma parcial. Se alguém do seu país consegue mesmo um grande feito, tende a ganhar uma aura de herói. E ai de quem questionar seus feitos. A aura em torno de Santos Dumont no Brasil é um dos maiores exemplos disso. Aqui ele é o pai da aviação. E ponto final. No resto do mundo, engenheiros e historiadores consideram os irmãos americanos Orville e Wilbur Wright mais importantes para o pioneirismo das máquinas voadoras. E é fato. Não se trata apenas de esforço dos EUA em vender seus heróis. Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, os irmãos americanos voaram na presença de testemunhas antes de Santos Dumont apresentar o 14 Bis ao mundo. No dia 5 de outubro de 1905, fizeram um único voo de 39 minutos, percorrendo 38,9 quilômetros. Já o 14 Bis, em novembro de 1906, voou 220 metros de distância a uma altura máxima de 6 metros. E foi abandonado 5 meses depois, quando sofreu uma queda lateral e teve uma das asas despedaçadas. Se as últimas linhas despertaram em você alguma emoção mais quente, tenha calma. Ao contrário da história do século 19, a atual não se preocupa em criar ícones de heroísmo nacional e descrever grandes feitos. Na verdade, uma parte dos intelectuais de hoje se dedica a investigar como grandes lendas da história ganharam forma - e esse trabalho tende a destruir mitos consagrados.

Um exemplo lapidar dessa tendência é o livro Aleijadinho e o Aeroplano, publicado pela historiadora Guiomar de Grammont, da Universidade Federal de Ouro Preto, em 2008. A obra mostra como a imagem do escultor mineiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, não veio de documentos históricos, mas da cabeça de um escritor.

A primeira biografia de Aleijadinho foi escrita pelo jurista e deputado mineiro Rodrigo Ferreira Bretas em 1858. Mesmo sem fontes e documentos para provar o que dizia, Bretas descreveu seu personagem com detalhes horripilantes. A partir dos 47 anos, o escultor teria sofrido de uma doença desconhecida, que o fizera perder os dedos, os dentes e curvar o corpo. Para poupar os passantes de topar com sua feiúra, o homem entocava-se em igrejas, separado do mundo com cortinas improvisadas. Para a historiadora, o mais provável é que a fonte de inspiração da biografia de Bretas eram personagens literários populares no século 19, como Quasímodo, o corcunda de Notre Dame do livro do escritor francês Victor Hugo. Os dois são impressionantemente parecidos. Como Aleijadinho, Quasímodo era um belo-horrível: apesar de ter uma aparência desfigurada, era capaz de boas ações. A descrição de Victor Hugo caberia muito bem a Aleijadinho: "A careta era o próprio rosto, ou melhor, a pessoa toda era uma horrível careta; entre os dois ombros, uma corcunda enorme da qual o contragolpe se fazia sentir na parte frontal de seu corpo; um sistema de coxas e de pernas tão estranhamente tortas que se tocavam apenas por meio dos joelhos". O personagem de Bretas era tão fascinante que pegou. O biógrafo ganhou prêmios de dom Pedro 2º e virou sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

No começo do século 20, os modernistas viram em Aleijadinho a expressão da cultura mestiça brasileira, já que o escultor era filho de um português com uma escrava. O problema é que isso é uma das poucas coisas que se sabe mesmo sobre Antônio Francisco Lisboa. Não só a biografia escrita sem base em documentos e décadas depois de sua morte não ajuda como também há outro empecilho: não dá para saber quais obras realmente são dele. Não havia o costume de assinar esculturas naquela época. Mas a lenda em torno de seu nome ficou tão forte que Aleijadinho virou uma grife. E o número de obras atribuídas a ele explodiu. Na década de 1960, eram 160 esculturas; hoje são mais de 400. Pesquisadores consideram isso um exagero. Mas, ao que parece, a verdade não importa tanto. A aura vale mais. Só que a nova historiografia pode acabar com isso.

Uma história de baixo para cima

Por 3 séculos, os homens mais poderosos na vila que deu origem a Niterói, no Rio de Janeiro, eram os Souzas. Em 1644, Portugal concedeu a um rapaz chamado Brás de Souza o cargo de capitão-mor daquela aldeia. A justificativa era que se tratava de um "descendente dos Souzas, que sempre exercitaram o dito cargo". O reino deu um argumento parecido 150 anos depois, quando outro Souza, Manoel, ganhou o cargo de capitão-mor. Segundo o órgão do reino português, o homem devia receber o posto porque tinha uma "ascendência nobre". O curioso é que aqueles senhores bem-nascidos não eram descendentes de nenhum português com sangue azul. O primeiro Souza daquela região se chamava Arariboia. Era o líder da tribo dos temiminós que, no século 16, se aliaram aos portugueses para expulsar os franceses e os índios tupinambás do Rio de Janeiro. Depois da vitória, os índios ganharam um nome português e se instalaram por ali. Menos de 100 anos depois, seus descendentes já não se viam como índios: eram os Souzas.

Até pouco tempo atrás, a história do Brasil admitia só dois personagens indígenas: ou a vítima passiva ou o selvagem rebelde. Mas uma nova figura surgiu: o índio colonial, aquele que se mudou para as cidades e adotou um nome português. Isso aconteceu com os descendentes de Arariboia e com índios de todo o Brasil. Em Minas Gerais, despachos do governador mineiro mostram que muitos índios coropós, gavelhos e croás, que há até pouco tempo eram considerados extintos, se mudaram para as cidades para tentar lucrar com a corrida do ouro do século 18. Em São Paulo, censos de 1798 a 1803 mostram centenas de índios com endereço, nome português e profissão - havia agricultores, carpinteiros, músicos...

Outra paisagem que está mudando é a que retrata os bandeirantes, os sertanistas que exploravam o interior do Brasil em busca de ouro e índios que levavam a São Paulo como escravos. Nos quadros clássicos, eles aparecem fortes, bem-vestidos, submetendo os nativos à sua vontade. Imagens assim surgiram no século 19, 2 ou 3 séculos depois de os bandeirantes explorarem as florestas brasileiras.

Escritores paulistas, na tentativa de criar um passado heróico para São Paulo, reverenciaram os bandeirantes e os descreveram à sua imagem e semelhança, sem influência indígena. "Era uma paisagem imaginada, já que não existem imagens deles anteriores a 1810", diz o escritor Jorge Caldeira. Hoje, acredita-se que a diferença entre índios e bandeirantes fosse bem menor.

Se os bandeirantes tinham alguma roupa, ela se desfazia depois de poucos meses no meio do mato. Por isso, andavam provavelmente nus e descalços. Filhos de portugueses com mulheres nativas, eram mestiços. Muitos cresceram nas aldeias convivendo com tios, primos e irmãos índios. A maioria tinha várias mulheres, dando de ombros à vigilância dos jesuítas, que proibiam a poligamia. "Para a cultura tupi-guarani, um aliado tinha que ser parte da família. Era uma exigência dos líderes indígenas que os europeus tivessem mulheres índias. Isso favoreceu o surgimento de uma população profundamente miscigenada", afirma Caldeira. Um bom exemplo de bandeirante-índio é Domingos Jorge Velho, que destruiu o Quilombo de Palmares em 1695. Filho de uma índia e de um português, ele cresceu entre aldeias. Ao chegar a Pernambuco para lutar contra Zumbi, teve problemas para se comunicar com as autoridades pernambucanas: ele não falava português, só tupi-guarani.

Essas descobertas são resultado de um novo jeito de ler a história indígena. Em vez de se concentrar nos relatos dos brancos, os pesquisadores passaram a olhar a história de baixo para cima, a partir de como os mais fracos (no caso, os índios) agiam e pensavam. Quando adotaram essa nova abordagem, os historiadores tomaram um susto. Perceberam que os índios não foram só vítimas. Também souberam se adaptar aos invasores e, principalmente, protagonizaram episódios fundamentais na história do Brasil. Algumas tribos tinham poder suficiente para negociar com os brancos, traçar estratégias e fazer sua vontade prevalecer. Isso também vale para as bandeiras e as guerras indígenas. "Certos conflitos europeus no Brasil também eram guerras de índios contra índios", diz o professor Antonio Carlos Jucá, da UFRJ. Em 1565, por exemplo, o padre José de Anchieta estranhou que os tupinambás de repente tentaram ficar amigos dos colonos portugueses. Para o padre, o motivo da aproximação era estratégico, pois aqueles índios tinham um "desejo grande de guerrear com seus inimigos tupis, que se levantaram contra nós".

Uma história com pessoas

Conheça 3 mulheres da história do Brasil: Joanna Baptista, Caetana e Bárbara Gomes de Abreu e Lima.

- Joanna Baptista foi uma mulher livre que, em 1780, em Belém do Pará, decidiu se vender como escrava. Cobrou, por si própria, 40 mil-réis em dinheiro e outros 40 mil em jóias e roupas. A venda foi registrada em escritura por um tabelião, na presença do comprador e de duas testemunhas. O documento conta que Joanna, doente, decidiu se tornar escrava porque "se achava sem pai nem mãe que dela pudessem tratar, e nem tinha meios para viver em liberdade, e para poder viver em sossego, empregando-se no serviço de Deus e de um senhor que dela tivesse cuidado e em suas moléstias a tratasse".

- Em 1835, Caetana, escrava de uma fazenda de café de Rio Claro, em São Paulo, foi obrigada a casar com o escravo Custódio. No começo ela aceitou. Depois, bateu o pé e se recusou a dormir com o marido. Pediu ao seu dono, o capitão Tolosa, para anular o casório. O senhor da escrava topou. Contratou um advogado, que montou uma petição para a Justiça eclesiástica. Contrariando o machismo e a falta de direitos dos escravos daquela época, Caetana conseguiu anular seu casamento.

- Uma das pessoas mais ricas da vila mineira de Sabará no século 18 foi a ex-escrava Bárbara Gomes de Abreu e Lima. Dona de um casarão em frente à Igreja Matriz, ela tinha 7 escravos, revendia ouro e controlava negócios em diversas cidades de Minas e da Bahia. A herança incluía dezenas de saias, vestidos, joias e artefatos de metais preciosos.

Essas 3 mulheres dificilmente se encaixam em alguma lógica ou em teorias tradicionais da história do Brasil. Como pode uma pessoa livre querer virar vítima de um sistema cruel? Por que uma ex-escrava, depois de se libertar da escravidão, se tornaria dona de escravos? Casos como os delas, descobertos na última década por historiadores brasileiros e americanos, são exemplos de mais uma diferença da nova história do Brasil: tentar contar uma história com pessoas.

A geração anterior, que inspirou nossos livros didáticos, consideraria essas mulheres exceções. O método predominante lá atrás era montar teorias gerais, grandes esquemas para explicar as origens da sociedade brasileira. Nessa leitura do passado, sociológica, o que mais importava eram as dinâmicas das classes sociais e as relações econômicas entre os países. Indivíduos que não agiam conforme uma lógica de classes ficavam de fora dos livros.

Aos escravos e ex-escravos, só havia duas possibilidades de comportamento: ou eles eram submissos, vítimas eternamente passivas do sistema escravista, ou rebeldes que morriam lutando contra a escravidão. Nos últimos 20 anos, cartas comerciais, registros de cartório, testamentos e arquivos judiciais revelaram personagens mais complexos do que as teorias sociológicas mostravam. "Sabemos hoje que não havia apenas uma forma de responder à escravidão. Como pessoas inteligentes, cada escravo traçava suas estratégias", diz o historiador Antonio Carlos Jucá de Sampaio, da UFRJ. Claro que eram estratégias limitadas a um contexto de total falta de direitos. Mas ainda assim cada um tinha sua maneira de exercer o pouco que tinha de livre-arbítrio de modo a obter uma vida menos ruim. "Isso explica por que, enquanto alguns escravos fugiam para os quilombos, outros ganhavam armas para cuidar das fazendas."

Também veio à tona uma influência bem maior da África na escravidão brasileira. Capturando e vendendo escravos para os europeus, alguns reinos africanos ficaram riquíssimos. Um exemplo é o reino do Daomé, atual Benin. No século 18, havia por lá estradas, pontes vigiadas por guardas e cidades com 28 mil pessoas. As relações comerciais eram tão intensas que, em 1795, dois embaixadores do Daomé fizeram uma longa viagem diplomática à Bahia e a Portugal para negociar o monopólio da venda de escravos.

A América também funcionava como um abrigo de nobres africanos que perdiam disputas pelo poder. Foi assim que um príncipe africano chamado Fruku chegou ao Brasil. Mandado para cá como escravo, logo conseguiu comprar sua alforria. Mesmo exilado no Brasil, permaneceu atento à política do outro lado do Atlântico. Vinte anos depois, quando a situação política do Daomé melhorou para o seu lado, ele voltou à África para tentar reaver seu trono, dessa vez com o nome de "dom Jerônimo, o Brasileiro".

Se você pudesse entrar num De Lorean do De Volta para o Futuro e viajar para 2 ou 3 séculos atrás, poderia, sim, topar com a imagem que os professores descrevem na escola, aquela do engenho de cana-de-acúcar com centenas de escravos. Mas também veria cenas diferentes. "Diversos estudos novos mostram que a maioria dos senhores tinha poucos escravos. Eram grupos pequenos", diz Renato Marcondes, professor de história econômica da USP. Você ficaria surpreso ao perceber que alguns desses senhores eram negros. Sabe-se hoje que, em muitas vilas e cidades brasileiras, ex-escravos eram uma parte considerável dos donos de escravos. Em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, um terço dos donos de escravos era de negros. Em Santiago do Iguape, 46,5%. Mais: "Como o número de escravos era menor que o necessário, podemos supor que o dono da fazenda e seus filhos trabalhavam na roça ao lado dos escravos", diz Bert Barickman, historiador da Universidade do Arizona e autor do livro Um Contraponto Baiano.

Nada disso suaviza o fato de que 4 milhões de africanos foram trazidos à força, ficando entregues aos castigos dos seus senhores. Mas uma história contada do ponto de vista das pessoas, não das ideologias, até deixa os absurdos mais claros: Isabel, uma escrava da Bahia, foi jogada viva, e grávida, numa fornalha porque contou para a mulher de seu dono que ele a traía, por exemplo. Crimes assim são uma vergonha eterna. Mas a criação de um passado fictício não irá vingá-los.

*Autor do livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil (editora Leya, 2009)


Para saber mais

Homens de Grossa Fortuna
João Luís Fragoso, Civilização Brasileira, 1998.
Aleijadinho e o Aeroplano
Guiomar de Grammont, Civilização Brasileira, 2008.

A nova História do Brasil - Superinteressante

sábado, 17 de setembro de 2011

Transformações de Anita Malfatti

 

Com reproduções das obras da artista, que ilustram o Relatório de Atividades FAPESP 2010, exposição é inaugurada na sede da Fundação e ficará aberta ao público até 16 de dezembro

 

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Uma exposição com 26 reproduções de quadros de Anita Malfatti (1889-1964) que ilustram o Relatório de Atividades FAPESP 2010 foi inaugurada no dia 14 de setembro, na sede da Fundação.

A mostra ficará aberta ao público até o dia 16 de dezembro. Escolas interessadas em apresentar a obra da artista a seus alunos podem agendar visitas de segunda a sexta-feira pelo telefone (11) 3838-4362.

O evento teve a participação de Sylvia Malfatti de Sousa – sobrinha-neta da artista e presidente do Instituto Anita Malfatti –, do presidente da FAPESP, Celso Lafer, e da curadora Luzia Portinari Greggio, autora do roteiro do documentário Anita Malfatti (2001) e do livro Anita Malfatti - Tomei a Liberdade de Pintar a Meu Modo (2007).

Pelo sexto ano consecutivo, o Relatório de Atividades homenageia artistas plásticos que nasceram ou se radicaram em São Paulo. A edição de 2005 apresentou obras de Francisco Rebolo (1902-1980), seguida por Aldo Bonadei (1906-1974) no ano seguinte, Lasar Segall (1891-1957) no relatório de 2007, Tarsila do Amaral (1886-1973) em 2008 e Cândido Portinari (1903-1962) em 2009.

A FAPESP tem homenageado em seus relatórios anuais grandes pintores ligados a São Paulo. Neste ano, o documento destaca, com muita justiça, a obra de grande relevo e qualidade produzida por Anita Malfatti, artista pioneira da Arte Moderna em São Paulo e no Brasil que transformou a ousadia e a inovação em um estilo para sua vida”, disse Lafer durante a cerimônia.

A seleção das obras, segundo Greggio, procurou mostrar os principais momentos da carreira da artista, registrando sua trajetória de transformações estéticas.

Segundo ela, além do valor pictórico indiscutível da obra de Malfatti, a artista se destacou também por protagonizar dois dos principais momentos de ruptura na história da arte brasileira: a exposição de 1917 e a Semana de Arte Moderna de 1922.

A intenção é mostrar as várias fases do itinerário artístico da artista. Algumas fases marcantes receberam atenção especial – como as das exposições de 1917 e de 1922. Mas estão também representadas as fases de Paris, a fase ‘caipira’, quando ela retrata cenas e costumes brasileiros, até a fase final religiosa, incluindo também alguns retratos”, disse à Agência FAPESP.

A obra de Malfatti mudou muito em seus 50 anos de atividades artísticas, de acordo com Greggio. “Essa transformação acompanhou, possivelmente, o movimento artístico brasileiro e internacional. Em 1917, Anita era claramente expressionista. Depois foi influenciada pelo movimento conhecido como ‘retorno à ordem’, que contestava as grandes rupturas do início do século”, explicou.

As obras reproduzidas na exposição estão expostas no Brasil, aproximadamente metade em museus e metade em coleções particulares. “É importante incluir em exposições as obras que estão em coleções particulares, porque assim criamos oportunidade para que o público tenha contato com elas”, disse.

Segundo Greggio, Malfatti teve uma carreira controvertida, sofrendo muitas críticas, incluindo o artigo de Monteiro Lobato publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 1917, no qual elogiava o talento da artista, mas atacava sarcasticamente sua vinculação com os movimentos modernistas de vanguarda.

Por muito tempo atribuiu-se as rupturas no trabalho de Anita às críticas de Lobato. Acredito que essa visão é equivocada. Ela não era tão suscetível a ponto de mudar seu rumo por conta de uma crítica. Tanto que ela permaneceu amiga de Lobato”, afirmou.

Filha de imigrantes alemães, norte-americanos e italianos, Malfatti estudou na Alemanha, entre 1910 e 1914, e nos Estados Unidos, em 1915 e 1916. No exterior, teve contato com a efervescência dos movimentos mais contundentes da arte moderna, segundo Greggio. Mais tarde, morou por cinco anos em Paris.

Quando ela voltou, precisava ganhar a vida e passou a trabalhar como professora de pintura e desenho – que era o destino traçado para ela por sua família. Mas se manteve como pintora nas horas vagas. Foi uma fase dura. Sua produção posterior foi cheia de tropeços e hesitações, mas conservou sua técnica indiscutível”, disse.

 

Transformações de Anita Malfatti | Agência FAPESP :: Especiais

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ética científica: pesquisas que criam híbridos de animais e humanos

 

Com agências

Ética científica: pesquisas que criam híbridos de animais e humanos

Os avanços nas tecnologias genéticas e de células-tronco significam que, em teoria, os cientistas podem criar animais com características e comportamentos mais humanos. [Imagem: AMS]

Quimeras

A Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas para as pesquisas médicas envolvendo animais.

Segundo o documento, são necessárias regras mais estritas para as pesquisas que criam animais híbridos ou animais quiméricos, resultado da mistura de duas ou mais espécies, sobretudo com características humanizadas.

O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, as chamadas quimeras, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.

O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica.

"Todo o mundo ri quando falamos de gatos com dedos virados ao contrário, mas se nós realmente fizermos isso no laboratório eu não acho que as pessoas ficarão tão felizes," diz o Dr. Robin Lovell-Badge, do Instituto Nacional de Pesquisas Médicas.

Animais com capacidades humanas

Apesar de a maioria dos experimentos atualmente ser feita com ratos e camundongos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.

Na Grã-Bretanha são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chipanzés e orangotango. Em outros países, como os Estados Unidos, essas pesquisas são liberadas.

"O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem," diz o professor Thomas Baldwin, outro membro da academia. "Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas."

Hora de parar

O relatório indica três áreas particularmente "delicadas" na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.

"Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo", diz o relatório.

O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de "prova do grande símio": se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares às de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.

Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.

O relatório lista técnicas que não poderiam ser usadas de forma ética, incluindo a humanização do cérebro dos macacos e o desenvolvimento de embriões que misturem DNA de humanos e de outros primatas.

Frankestein

O campo mais polêmico é o de animais com características "singularmente humanas", experimentos que o relatório chama de "tipo Frankestein, com animais humanizados".

Segundo o relatório, "criar características como a linguagem ou a aparência humana nos amimais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes".

A criação de animais com pele humana, por exemplo, é algo altamente tentador para o teste de cosméticos e novas técnicas de absorção de medicamentos. Mas o que uma compradora de cremes pensaria ao ver tal animal com uma pele semelhante à sua?

Comentando o alerta feito pelos cientistas britânicos, a revista Nature lembra o romance Doutor Moreau, de H.G.Wells, de 1896, que criou o termo "animais humanizados".

O livro convida os leitores a discutir os limites éticos das pesquisas científicas guiadas unicamente pela curiosidade e ponderar sobre o valor moral da distinção entre humanos e animais.

As criaturas intrinsecamente infelizes e ameaçadoras do romance ainda permanecem no reino da ficção, mas os dilemas éticos apresentados por Wells são absolutamente atuais.

Categorias com experiências com animais

Os cientistas recomendam a divisão dos experimentos com animais em três categorias, sendo que a maioria das pesquisas conhecidas do público atualmente se enquadram na primeira categoria, sobre a qual o relatório não levanta nenhuma nova restrição.

Na categoria dois estariam experimentos permitidos mas que "exigiriam uma forte justificação científica".

Isso incluiria a adição de genes a primatas não-humanos e alterações significativas a um animal, capazes de torná-lo "mais semelhante a um humano" do que ele é em condições naturais.

Os experimentos da categoria três seriam totalmente proibidos, como permitir o desenvolvimento de qualquer embrião híbrido por mais do que 14 dias, inseminar animais com esperma ou óvulos "influenciados" por células reprodutoras humanas e modificar primatas não-humanos para criar consciência ou comportamento similar ao humano.

Benefícios da hibridização

Milhares de animais têm sido manipulados para expressar um gene humano ou para modelar aspectos específicos de doenças humanas. Na grande maioria dos casos, porém, eles continuam a se parecer com sua própria espécie.

Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College, de Londres, diz que tais estudos "são extraordinariamente importantes".

A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.

Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.

A academia defende, no entanto, que, com o avanço das técnicas, estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulamentados.

Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células-tronco humanas, a fim de corrigir os danos.

Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.

Mas os avanços nas tecnologias genéticas e de células-tronco significam que, em teoria, os cientistas podem criar animais com características e comportamentos mais humanos. É sobre isso que os cientistas afirmam que é necessário uma regulamentação clara e precisa.

O relatório, intitulado Animais contendo material humano, pode ser lido, em inglês, no endereço www.acmedsci.ac.uk/index.php?pid=47&prid=77

Ética científica: pesquisas que criam híbridos de animais e humanos

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sites educativos

 

Educar para Crescer

Texto Marina Azaredo

Educar

Foto: Reprodução

Foto: criança no computador

Evite que o computador vire uma babá eletrônica para o seu filho

Seu filho faz parte da chamada "geração Y". Também conhecida como geração da Internet, ela é composta por nascidos depois da década de 80 e tem como principal característica o seu crescimento em uma época de grandes avanços tecnológicos. Isso quer dizer que o computador faz ou fará parte da rotina dele (como a TV talvez tenha feito da sua). "As crianças e os adolescentes de hoje são nativos do computador e da internet. Já os adultos são imigrantes. São relações muito diferentes", afirma a Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora do Centro Universitário UniÍtalo e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo.
Um dos principais símbolos dessa nova geração é justamente a internet. Seja ela via computador, seja via celular. A pesquisa Kids Expert 2008, encomendada pelo canal infantil Cartoon Network, mostra que 60% das meninas entre 7 e 15 anos ficam entre 30 minutos e quatro horas por dia conectados. Entre os meninos, o percentual é de 55%. Mais de 6 500 crianças foram entrevistadas no ano passado.
E o que essas crianças e esses adolescentes fazem na rede? Essa mesma pesquisa mostrou que eles passam boa parte do tempo em programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Orkut e Facebook, conversando com amigos e visitando álbuns de fotos - passatempos que não necessariamente acrescentam algo à formação intelectual.
O tempo passado na Internet pode ser voltado para o aprendizado e a aquisição de conhecimentos. Há diversos sites que incentivam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente passatempo, que podem entreter e divertir os jovens. "Há conteúdos muito ricos na internet, para todas as idades. Acessando sites adequados para a faixa etária, crianças e adolescentes poderão aproveitar o que há de melhor na rede", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
É justamente por isso que os pais devem participar mais dessa navegação, dessa exploração do mundo, orientando os filhos e fazendo uma mediação durante os momentos em que ele usa o computador. Mesmo em sites seguros, de conteúdo educativo, pode haver "falha" na segurança. Sites voltados para crianças com comunidades que possibilitam a interação entre os internautas, por exemplo, precisam de moderação e de um bom sistema de cadastro. "Um dos maiores perigos da internet é a pedofilia. Em comunidades e sites de relacionamento, as crianças correm risco de se relacionar com pessoas mal intencionadas", alerta a educadora Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
Outra recomendação das educadoras é que os pais atentem ao excesso de publicidade em determinadas páginas - há um projeto de lei em tramitação no Congresso que proíbe qualquer tipo de comunicação mercadológica voltada para crianças. "O apelo ao consumo por parte das crianças é algo condenável", afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. Também é bom prestar atenção no tempo passado em frente ao computador. "É preciso evitar que o computador se transforme em uma babá eletrônica. Ele deve ser apenas um dos muitos recursos usados na Educação de crianças e adolescentes", recomenda Helena Cortês.
A equipe do Educar para Crescer fez uma lista de sites educativos para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de cinco especialistas em Educação:

  • Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS 
  • Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania
  • Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP 
  • Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo

Veja a seleção de sites para crianças e adolescentes avaliados pelas educadoras. Preste atenção às recomendações e divirta-se com o seu filho!

Atividades Educativas

O que é: Como o próprio nome diz, o site Atividades Educativas reúne diversas atividades educativas para crianças e adolescentes. Aproxima-se de uma enciclopédia interativa, abordando assuntos para diferentes idades, inclusive temas relacionados à educação especial.

Para quem: O site é recomendado para todas as idades. Crianças a partir dos 9 anos podem navegar de forma autônoma e explorar bem seus recursos. Crianças menores devem ter o apoio de um adulto para ajudá-las a navegar pelo ambiente.
Não perca: A lista de jogos mais populares do site. Há atividades para todas as faixas etárias.
Palavra da especialista: "É um site que mescla diferentes informações, conhecimentos e atividades que podem prender a atenção de crianças e jovens por um bom tempo, estimulando a aquisição de novos conhecimentos", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania.
Brinque Book
O que é: Além de oferecer passatempos para colorir e jogar, o site da editora Brinque Book abre espaço para os livros educativos. O internauta pode conhecer também um pouco mais da história dos escritores e ilustradores dos livros infantis em um dos canais do site.
Para quem: Mais voltado a professores, o site tem jogos que podem ser aproveitados por crianças a partir dos 5 anos. Crianças que já sabem ler podem aproveitar mais os resumos dos livros.
Não perca: A seção de papéis de parede oferece belas ilustrações dos livros da editora para deixar a área de trabalho do computador mais bonita e divertida para o seu filho.
Palavra da especialista: "Além das atividades, o site é indicado para que os alunos leiam os resumos dos livros e escolham os que lhe parecerem mais interessantes", avalia Adriana Bruno, da UFJF.
Cidade dos Direitos
O que é: O portal Pró-Menino é uma iniciativa da Fundação Telefônica que busca contribuir para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes por meio da sensibilização da população. Dentro do portal, há a Cidade dos Direitos, uma cidade virtual projetada a partir das diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Para quem: Para crianças entre 6 e 7 anos.
Não perca: Conhecer o ECA em uma excursão pela Cidade dos Direitos.
Palavra da especialista: "Não é muito atrativo, embora suas mensagens tragam valores interessantes", avalia a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
Club Penguin
O que é: No site da Disney , a criança assume a forma de um pinguim avatar colorido e participa de uma série de atividades. Não há anúncios publicitários de terceiros e não é preciso pagar nada para jogar, embora o acesso a algumas atividades requeira uma assinatura. O site oferece segurança para os pais, pois as crianças só podem começar a brincar depois de ter o cadastro autorizado por um adulto.
Para quem: Crianças de 7 a 10 anos, que já dominem a leitura.
Não perca: A possibilidade de participar efetivamente do site, enviando desenhos e fotos.
Palavra da especialista: "Como o site requer muita leitura, é ideal para crianças que já têm essa habilidade. Caso contrário, a criança precisará estar acompanhada de um adulto", analisa a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
Clube do Chamequinho
O que é: O Clube do Chamequinho é o site infantil da International Paper, que produz o papel Chamequinho. No portal, os pequenos podem acessar jogos e brincadeiras interativas que estimulam o aprendizado e a criatividade. Já os professores podem usar o website e buscar ferramentas didáticas complementares às atividades dadas em sala de aula.
Para quem: Para crianças a partir de 6 ou 7 anos, pois é preciso ler as informações disponíveis no site.
Não perca: Na "Central de Reciclagem do Chamequinho", a criança aprende a separar o lixo de forma bastante lúdica.
Palavra da especialista: "A combinação de personagens e informações torna o site muito atrativo, desde a qualidade das imagens até a função das mesmas, como links decorativos pertencentes à navegabilidade do site", analisa Melina Veiga, professora do Colégio Santa Marcelina.
Clubinho Sabesp
O que é: O site do Clubinho Sabesp oferece atividades lúdicas com o objetivo de sensibilizar o público infantil para o uso consciente da água.
Para quem: Indicado para crianças de 6 a 13 anos.
Não perca: Na seção "Ligadinho", além de notícias, é possível visualizar várias edições da revista virtual do Clubinho Sabesp com entrevistas, dicas e notícias relacionadas ao meio ambiente.
Palavra da especialista: "O site é um ótimo recurso, não só para discutir sobre o uso consciente da água, como também sobre a preservação do meio ambiente", diz Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
Cocoricó
O que é: O site da série Cocoricó, da TV Cultura, é simples, colorido e educativo. Oferece jogos, pinturas para colorir, quebra-cabeças, entre outras atividades. A linguagem é simples e clara.
Para quem: As crianças entre os 5 e os 8 anos são as que mais aproveitarão o conteúdo do site.
Não perca: O Jogo das Sete Diferenças, que tem três níveis de dificuldade, adaptado para diferentes faixas etárias.
Palavra da especialista: "Recomendo muito esse site. Ele é bem planejado e atinge o objetivo de entreter e informar de forma pedagógica. Oferece quadros em vídeos para ensinar, por exemplo, a prevenir acidentes. Com uma linguagem simples e a partir da identificação com os personagens, a página presta um grande serviço a todos", analisa Melina Veiga, do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina.
Discovery Kids Brasil
O que é: O site do canal Discovery Kids tem vídeos jogos, atividades e concursos que envolvem os personagens dos desenhos animados do canal. Há também uma seção para pais, com enquete, artigos e propostas de atividades para desenvolver a motricidade das crianças.
Para quem: Assim como o canal, o site tem atividades para crianças de 0 a 6 anos. Mas, como há muita leitura, é importante que os pais naveguem junto com o filho.
Não perca: Os vídeos educativos. Há uma série interessante que explica conceitos opostos, como juntos/separados, longe/perto e embaixo/em cima.
Palavra da especialista: "O site tem entre suas principais qualidades o fato de não apelar ao consumo de produtos", segundo a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
Earth Cam for Kids
O que é: Em inglês, o site Earth Cam for Kids reúne imagens de câmeras espalhadas pelo mundo. Há desde câmeras em aquários e zoológicos até em escolas e universidades.
Para quem: Ideal para crianças e adolescentes a partir dos 10 anos que já estudam inglês.
Não perca: As câmeras dos zoológicos, que mostram animais das mais diferentes espécies ao vivo.
Palavra da especialista: "O site é muito interessante, mas a necessidade de saber inglês cria uma dependência dos mais velhos", afirma a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
EcoKids
O que é: O site EcoKids traz dicas de como preservar o meio ambiente e também exemplos de atitudes prejudiciais ao ecossistema. Os pequenos também encontram na página jogos que envolvem boas maneiras ambientais e até um espaço onde podem conhecer os elementos urbanos que compõem uma cidade.
Para quem: Direcionado à faixa etária da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.
Não perca: As brincadeiras simples que conscientizam desde a infância sobre a importância de preservar a natureza, como o Jogo da Memória, as Receitinhas e os Torpedinhos.
Palavra da especialista: "Combinando informação relevante com atividades lúdicas, o site incentiva um trabalho colaborativo entre família e escola voltado à educação ambiental", afirma Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
Eletrobras Furnas
O que é: O site da Eletrobrás Furnas apresenta bons conteúdos para pesquisa escolares, sobre cuidados com a energia e reaproveitamento do lixo, por exemplo. No menu Energia Eficiente, é possível acessar jogos e animações que ajudam no ensino do uso consciente da energia elétrica.
Para quem: Os jogos e animações são interessantes para as crianças da faixa etária de 8 anos. Já o "Caderno da energia" e o boletim "Energia e simuladores" são um pouco mais complexos, sendo mais acessíveis a crianças a partir de 10 anos.
Não perca: Faça o "Teste de cidadania" junto com o seu filho e confira o resultado.
Palavra da especialista: "O mais interessante do site é que os jogos, por mais instrucionistas que sejam em sua essência, são contextualizados e com um layout bastante atraente", afirma Melina Veiga, professora do Colégio Santa Marcelina.
Guia do Estudante
O que é: O site do GUIA DO ESTUDANTE tem dicas de cursos, faculdades e até empregos. A página, como o próprio nome diz, se propõe a ser um guia com possibilidades e alternativas de estudo, estágio e trabalho para adolescentes e jovens.
Para quem: Voltado para alunos do ensino médio e para aqueles que já ingressaram na faculdade.
Não perca: O Guia do Estudante das Galáxias é um jogo que prepara os estudantes para o Enem de forma lúdica e divertida.
Palavra da especialista: "O Guia do Estudante é indicado não apenas para jovens. O site constitui indiscutivelmente uma referência séria e fidedigna, em termos da área abrangida, devendo ser indicado/acessado também pela família e pela escola", analisa Para Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
Guia dos Curiosos
O que é: O site do Guia dos Curiosos , de autoria do jornalista Marcelo Duarte, traz curiosidades sobre todas as áreas do conhecimento.
Para quem: Mais interessante para pré-adolescentes e adolescentes.
Não perca: Na seção Listas, há desde uma lista de crianças prodígio até uma de ganhadores do prêmio Nobel da Paz.
Palavra da especialista: "Combina informação (por conta disso, nem sempre relevante...), com o saudável entretenimento decorrente de uma leitura leve e descompromissada, o que deve ser sempre recomendado, em meio do atribulado cotidiano da vida atual", avalia a professora Helena Cortês, da Faculdade de Educação da PUC-RS.
Instituto da Água
O que é: O Instituto da Água é um órgão português, que tem como objetivo promover uma gestão sustentável da água. Dentro do site, há uma página voltada para crianças e jovens, com dicas e brincadeiras.
Para quem: Se acompanhadas pelos pais, crianças menores de 6 anos podem navegar no site. Caso contrário, sugere-se para pequenos leitores entre 6 e 8 anos.
Não perca: Os desenhos de peixes que você imprimir para o seu filho colorir.
Palavra da especialista: "O site separa a parte de informações do local dos divertimentos, oferecendo à criança uma opção maior de escolha. As figuras são interessantes e as informações, de boa qualidade. Não apelam ao consumo infantil", analisa a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
Jogos Educativos
O que é: O site Jogos Educativos reúne uma série de joguinhos que proporcionam uma interação saudável da criança com o computador.
Para quem: Ideal para crianças na faixa dos 5 anos.
Não perca: O Jogo do Alfabeto, em que, a partir da forma das letras, as crianças devem montar um quebra-cabeça.
Palavra da especialista: "O site tem uma proposta educativa interessante. Alguns dos jogos não têm o enfoque das disciplinas, mas são coloridos e interessantes para formação do raciocínio lógico da criança e aquisição da linguagem escrita e tecnológica", afirma Adriana Bruno, da UFJF.
Livro Clip
O que é: O site Livro Clip traz informações sobre livros, incluindo animações sobre as obras, trechos, biografia do autor e uma seção que transforma o livro em material pedagógico para uso dos professores em salas de aula do ensino fundamental, médio e superior.
Para quem: Adolescentes de 14 a 18 anos são os que mais aproveitarão o conteúdo do site.
Não perca: As animações sobre as obras, que podem ser postadas em outros sites e blogs.
Palavra da especialista: Para Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania, o site "pode ser uma boa fonte de referência para mais informações sobre importantes obras da literatura, assim como sugestões de atividades para os professores".
Ludotech
O que é: No Ludotech, um site português, é possível treinar os conhecimentos de Língua Portuguesa de uma forma descontraída e divertida. Os jogos são organizados por assunto e tipo e há ainda alguns passatempos que não estão diretamente relacionados com o português.
Para quem: Se acompanhadas pelos pais, crianças menores de 6 anos podem acessar o site. Caso contrário, sugere-se para pequenos leitores entre 6 e 8 anos.
Não perca: O jogo da forca, que é dividido em categorias como alimentação saudável, flores e instrumentos musicais.
Palavra da especialista: "O site é interessante porque alia diversão e informação", afirma a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica
O que é: O Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica é o 1º editor online de histórias em quadrinhos do Brasil. No site, fãs de todas as idades podem criar suas próprias histórias, usando personagens, cenários, objetos e balões do universo da Turma da Mônica. As histórias são avaliadas pelos visitantes da página, e as melhores poderão até ser publicadas nas revistas da Turma da Mônica.
Para quem: É indicado para crianças de 4 a 12 anos.
Não perca: A possibilidade de fazer os próprios quadrinhos.
Palavra da especialista: "O site desenvolve a criatividade das crianças. Ele estimula a produção de textos e publica as histórias produzidas pelas crianças, depois de aprovadas pela equipe do site. Caso a publicação não seja imediata, as crianças interagem com a equipe e melhoram suas histórias, sendo uma atividade de aprendizagem", diz Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
Meleca
O que é: O Meleca é interessante para pesquisas escolares, sem a necessidade da ajuda de um adulto, pois as informações têm uma linguagem bastante acessível às crianças.
Para quem: Para crianças a partir de 7 anos.
Não perca: O menu Atividades tem muitas dicas de atividades manuais e criativas para as crianças.
Palavra da especialista: "Os menus são de fácil navegabilidade e objetivos. Ao clicar, é possível ter acesso a conteúdos mais específicos, como no menu "Nosso planeta", que tem muitas informações sobre a lua, os planetas, a história e dados geográficos do Brasil", avalia Melina Veiga, professora do Colégio Santa Marcelina.
Mosaico.Edu
O que é: O site português Mosaico.Edu tem alguns jogos relacionados às disciplinas e outros que visam desenvolver a coordenação motora por meio de jogos sem contexto disciplinar.
Para quem: Recomendado para crianças entre 6 e 8 anos.
Não perca: As atividades de pintura virtual, ideais para crianças mais novinhas.
Palavra da especialista: "Muito interessante a forma como são divididas as pastas para as atividades, por grau de complexidade: desenhos simples, com os nomes de animais etc. Além disso, as crianças gostam e se identificam com o layout", afirma Melina Veiga, do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina.
Nova Escola
O que é: O site da revista NOVA ESCOLA é voltado para professores, mas tem também conteúdo que pode ser aproveitado por crianças e adolescentes, como as dicas de estudos e os jogos de matemática.
Para quem: O site pode ser aproveitado principalmente por crianças na faixa de 7 a 10 anos.
Não perca: A seção "Na Dúvida" é cheia de perguntas e respostas, que podem satisfazer a curiosidade, principalmente de pré-adolescentes e adolescentes.
Palavra da especialista: "Um dos pontos mais interessantes do site é a forma de organização das informações: cada disciplina tem sua página, com fundamentos e suas práticas pedagógicas, com dicas de jogos no próprio site, vídeos e podcasts", diz Adriana Bruno, da UFJF.
O Pequeno Cientista
O que é: O Pequeno Cientista é um site que traz diversas atividades sobre o tema Universo. De dentro de uma nave espacial, as crianças descobrem detalhes sobre os oito planetas do sistema solar, estrelas e galáxias. Muito interativo, é possível até mesmo aterrissar a nave, atirar em asteróides e muito mais.
Para quem: Indicado para crianças de 7 a 12 anos.
Não perca: A seção de experiências, com quatro atividades científicas para fazer em casa.
Palavra da especialista: "É possível também acessar o site a partir do espaço Brincando com Ciência, criado pelo Observatório Nacional e disponível na página do Ministério da Ciência e Tecnologia. O site também disponibiliza outro conteúdo interativo com jogos e curiosidades sobre sistema solar, planetas, cometas entre outros temas sobre astronomia. Ambos os sites possuem uma linguagem simples, o que facilita o estudo dos temas na disciplina de Geografia", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania.
Orisinal
O que é: O site Orisinal reúne, em inglês, uma série de joguinhos e passatempos, ideais para momentos livres e de lazer das crianças.
Para quem: Indicado para crianças a partir de 6 anos, pois os jogos exigem controle do mouse.
Não perca: A possibilidade de jogar e se divertir com o seu filho.
Palavra da especialista: "As atividades do site desenvolvem a coordenação motora fina e a aquisição do controle do mouse". Segundo Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina. Mas é preciso atenção: Como as regras aparecem em inglês, é preciso ter um adulto por perto, pelo menos na primeira vez.
Os Abelhudos
O que é: Os Abelhos é um site totalmente criado e voltado para crianças. Segundo os próprios criadores da página, ela busca, através da fantasia, estimular a imaginação, resgatando valores de cidadania, respeito, amizade, amor, igualdade, justiça, culturais e cuidados com o meio ambiente.
Para quem: Para crianças a partir de 6 anos.
Não perca: Os menus mais interessantes do site são "Cidadão do mundo" e "Saúde e higiene", com animações e testes sobre a atuação da criança no mundo que vive.
Palavra da especialista: "O site oferece um grande incentivo à interação das crianças por meio de comentários em todas as seções. Por isso, é importante orientar as crianças quanto aos posts e imagens que possam ser enviadas, para que haja também respeito no ambiente virtual", observa Melina Veiga, professora do Colégio Santa Marcelina.
Pequeno Artista
O que é: A página Pequeno Artista é um espaço aberto para crianças e pré-adolescentes enviarem pinturas, poesias e até piadas de própria autoria e participarem de concursos. No site, também há jogos educativos, dicas de livros e de filmes infantis.
Para quem: O site é recomendado para crianças e adolescentes na faixa dos 8 aos 12 anos.
Não perca: Crianças e adultos podem enviar as suas contribuições para o site.
Palavra da especialista: "O site estimula as crianças a produzirem textos e publicá-los", afirma Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
Pintores Famosos
O que é: O site Pintores Famosos conta com a biografia de 37 pintores mundialmente famosos, abordando não apenas os fatos marcantes da vida de cada um, mas principalmente como se desenvolveram suas obras, relacionando-as com outros artistas do mesmo período. Ao lado do texto, há fotos de obras que ilustram o trabalho do artista.
Para quem: Pode ser utilizado por crianças a partir de 8 anos, pois a linguagem é bastante simples.
Não perca: As biografias de grandes pintores brasileiros, como Di Cavalcanti, Giovanni Oppido, Portinari e Tarsila do Amaral.
Palavra da especialista: "O site é indicado para pesquisas iniciais, porque o texto escrito de forma objetiva auxilia nos processos investigativos comumente solicitados em ambientes escolares", avalia Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Plenarinho
O que é: O portal Plenarinho é um canal de interação entre a Câmara dos Deputados e o universo infantil. Além do tema Cidadania, o site disponibiliza conteúdo sobre História do Brasil, Ecologia, Saúde e atividades educativas relacionados a esses temas.
Para quem: Indicado para crianças de 7 a 12 anos, pais e professores.
Não perca: A seção "Diversão", com vários jogos como: corrida matemática, monte o mapa, sabe tudo e outros.
Palavra da especialista: "A linguagem acessível e lúdica facilita a identificação com o público infantil", afirma Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
Povos Indígenas no Brasil Mirim
O que é: O PIB Mirim integra o tema Povos Indígenas no Brasil (PIB) do Instituto Socioambiental (ISA), organização não-governamental brasileira com sedes em diferentes cidades do país. O site tem como objetivo divulgar informações qualificadas sobre os diferentes povos indígenas que vivem no Brasil. Pretende atingir crianças, usando uma linguagem divertida e educativa.
Para quem: Crianças e pré-adolescentes de 7 a 12 anos.
Não perca: O canal Avatares é muito interessante, pois disponibiliza mapas que identificam a localização de diversas tribos indígenas distribuídas pelo Brasil e imagens desses locais.
Palavra da especialista: "O site disponibiliza textos, imagens e vídeos que abordam o tema de forma clara e objetiva e atividades interativas que despertam o interesse do aluno, sem perder de vista o seu objetivo, que é o estudo da diversidade cultural", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania.
Q Divertido
O que é: A proposta do site Q Divertido é levar às crianças informação de qualidade e divertimento. A página tem desde artigos e contos até receitas simples que podem ser executadas pelos pequenos.
Para quem: Recomendado para crianças de 3 a 9 anos.
Não perca: As histórias infantis e receitas que podem ser feitas com as crianças.
Palavra da especialista: "O site é interessante para crianças e adultos.Pais e educadores podem usufruir das crônicas, contos e receitas em atividades com as crianças", sugere Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania.
Recreio
O que é: O site da revista RECREIO oferece às crianças cinco canais com diferentes atividades interativas. Entre jogos e atividades artísticas - que o pequeno internauta pode fazer sozinho para se divertir -, ele também pode testar e aprimorar os conhecimentos sobre ciência, história e artes no item "Fique por Dentro".
Para quem: Indicado para uma faixa etária ampla, ele pode atrair, em especial, as crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental.
Não perca: Na seção Atividades, a criança encontra sugestões de diversas brincadeiras temáticas que podem ser feitas longe do computador. Há atividades como mágicas e arte com sucata.
Palavra da especialista: "O site é pedagogicamente recomendável. A página constitui uma rica sugestão para uma 'navegação familiar', junto com a criança, revelando-se, ao mesmo tempo, um repositório de atividades passíveis de aproveitamento pelo professor, em sala de aula.", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
Ruth Rocha
O que é: A página da escritora Ruth Rocha , especializada em orientação educacional e literatura infantil, contém algumas atividades interativas sobre leitura. Também estão disponíveis no site as capas das obras da escritora e algumas fotos que permitem ao internauta conhecer um pouco mais sobre a vida de Ruth Rocha.
Para quem: O site é recomendado para crianças de 5 a 7 anos.
Não perca: Há um bom número de histórias infantis disponíveis, inclusive alguns contos da escritora narrados por ela mesma, e algumas canções do grupo Palavra Cantada.
Palavra da especialista: "O site pode ser um bom passatempo para pais e filhos. É uma pena que sejam poucas atividades, fazendo com que seja explorado rápido demais", avalia Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
Saúde Animal
O que é: Saúde Animal é um site com dicas na área de saúde, manejo e criação de animais domésticos e selvagens.
Para quem: Para toda e qualquer criança que goste de animais.
Não perca: O Zoo virtual, com informações sobre as mais diversas espécies.
Palavra da especialista: "O site contribui para que as crianças e jovens tenham informações qualificadas sobre o reino animal e, inclusive, aprendam a respeitar a natureza e conviver com os animais em seu habitat", Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania, o site
Senninha
O que é: O site do Senninha, em homenagem a Ayrton Senna, traz jogos, passatempos e até um cineminha, com vídeos curtos e até orientações sobre como fazer uma animação.
Para quem: É ideal para crianças de até 10 anos.
Não perca: A possibilidade de aprender a fazer histórias em quadrinhos e mini-filmes para a Internet.
Palavra da especialista: "O site possui recursos interessantes para diversão e leitura e pode entreter crianças em atividades criativas para produção de diferentes tipos de texto", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania.
Sítio do Pica-Pau Amarelo
O que é: Site das organizações Globo, foi desenhado com base no tradicional programa Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Para quem: Tem atividades voltadas para crianças de todas as idades (e, até, para adolescentes e adultos, em caso de busca de material sobre a produção literária de Monteiro Lobato).
Não perca: As atividades protagonizadas pelos clássicos personagens de Lobato.
Palavra da especialista: "O site constitui uma rica sugestão para a introdução e/ou a aproximação do público infanto-juvenil com a obra deste que pode ser considerado o maior escritor brasileiro nessa área", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
Smart Kids
O que é: Atuante no mercado editorial infantil e no licenciamento de produtos (jogos, brinquedos), a Smart Kids mantém um portal de conteúdo e uma agência criativa para a produção de conteúdo e projetos de comunicação infantil. O site tem brincadeiras, passatempos e atividades, além de um espaço específico para os professores.
Para quem: É destinado a crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental e da Educação Infantil.
Não perca: A seção de Especiais tem conteúdos educativos que abordam diferentes assuntos, como o corpo humano e orientações sobre como ver as horas.
Palavra da especialista: "O site pode ser muito bem aproveitado, em especial, se a navegação for acompanhada da participação dos pais, em casa, e se as sugestões didáticas tiverem ressonância na escola, junto aos professores", diz a professora Helena Cortês, da Faculdade de Educação da PUC-RS, Ponto de atenção: recomendada a navegação na companhia de adultos.
Só Matemática
O que é: Ótima opção para os que amam e odeiam matemática. O site Só Matemática oferece material de apoio e exercícios para os que querem treinar, se exercitar ou apenas se divertir. Há desafios, dicas, jogos matemáticos, um pouco de história e até auxílio para os vestibulandos.
Para quem: Pode ser usado por crianças a partir dos 6 anos e até por quem já está no ensino superior.
Não perca: Os ambientes interativos, como fóruns de discussão e comunidades.
Palavra da especialista: "O site pode ser utilizado nos espaços escolares e também em casa, para estudos complementares, combinando informação e conhecimento com diversão", analisa Melina Veiga, do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina.
SuperMundo
O que é: O site SuperMundo reúne o conteúdo das revistas SUPERINTERESSANTE, MUNDO ESTRANHO e AVENTURAS NA HISTÓRIA.
Para quem: É voltado para o público em geral, mas é mais interessante para estudantes das séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Não perca: A seção de infográficos do site. Há desde um infográfico sobre o tráfico de drogas até um que ensina os golpes do tae kwon do , passando por um sobre as células do corpo humano.
Palavra da especialista: "O site permite, sem sombra de dúvidas, bons momentos de navegação: combina informações sérias e divertidas sobre quase tudo o que possa interessar ao usuário", avalia Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
The Table Trees
O que é: Em inglês, O site The Table Trees é ideal para as crianças que estão aprendendo tabuada, pois faz os internautas exercitarem seus conhecimentos preenchendo lacunas ou no resultado ou em um dos fatores da conta. Estimula a lógica e o raciocínio de forma divertida.
Para quem: Indicado para crianças a partir dos 8 anos.
Não perca: A oportunidade de treinar o inglês e a tabuada ao mesmo tempo.
Palavra da especialista: "O site tem uma proposta muito simples para se trabalhar a tabuada. Pode ser uma estratégia de apoio para pais e educadores", avalia Melina Veiga, do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina.
Tribo do Guaraná
O que é: A Tribo do Guarná é um bom site para falar da cultura indígena e da Amazônia, pois traz desde ditados populares até receitas de pratos da região. Ideal para mostrar à criança perto do Dia do Índio, pois agrega informações sobre uma determinada região à cultura das crianças de maneira lúdica.
Para quem: Pode ser acessado a partir da Educação Infantil. No entanto, alguns links exigem a orientação de adultos.
Não perca: Os podcasts com a narração das lendas da região amazônica.
Palavra da especialista: "Um site com navegabilidade acessível a todos. O menu é organizado com palavras simples e objetivas, o que facilita a busca das informações disponíveis", analisa Melina Veiga, professora do Colégio Santa Marcelina.
TV Rá Tim Bum
O que é: O site TV Rá Tim Bum, da TV Cultura tem jogos, imagens, programas de rádio, vídeos e atividades interativas com os temas dos programas infantis da emissora. Além disso, há uma agenda com diversos eventos educativos e uma área exclusiva para pais.
Para quem: Mais indicado para crianças em fase pré-escolar e pré-alfabetização.
Não perca: A seção de Vídeos tem filmes muito educativos e é constantemente atualizada. Entre os mais recentes, destaca-se um sobre a gripe suína.
Palavra da especialista: "O site tem informação, diversão e não apela ao consumo de produtos", afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP.
Unicef Kids
O que é: O site oficial do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) propõe-se a divulgar e defender os direitos da criança e do adolescente, trazendo jogos e informações sobre temas como a prevenção da AIDS, o combate à violência contra a criança, a defesa da educação escolar e da proteção da saúde.
Para quem: É indicado para crianças a partir dos 7 anos e pré-adolescentes.
Não perca: No teste, o seu filho pode descobrir se está bem informado sobre os direitos da criança e do adolescente.
Palavra da especialista: "O site pode ser um bom ponto de partida para debates em casa e na escola. É uma boa indicação para a discussão familiar e escolar das questões relacionadas ao direito das crianças, com vistas à disseminação de uma proposta de conscientização sobre a necessidade de respeito e defesa desses direitos", avalia Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
UOL Crianças
O que é: O UOL Crianças é a página de conteúdo infantil do portal UOL. Reúne brincadeiras, curiosidades, blogs, atividades de apoio ao trabalho escolar, games, piadas e até sugestões de passeios.
Para quem: Ideal para a faixa que vai dos 7 aos 14 anos.
Não perca: O Blog do Lelê, o sobrinho fictício do escritor José Roberto Torero. O blog é tão divertido que já ficou famoso na internet, até mesmo entre os adultos.
Palavra da especialista: "O site combina adequadamente diversão e conhecimento", afirma Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
Zoológico de São Paulo
O que é: O site do zoológico de São Paulo tem seções de curiosidades e características de diversas espécies animais.
Para quem: Indicado para crianças a partir dos 8 anos.
Não perca: As informações detalhadas e fotos de todos os animais encontrados no zoológico.
Palavra da especialista: "É uma boa oportunidade para crianças e jovens conhecerem mais sobre as espécies animais e a estrutura do zoológico de São Paulo", analisa Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania.

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