sábado, 28 de maio de 2011

Dialética

 

Por Caroline Borges

A dialética pode ser descrita como a arte do diálogo. Uma discussão na qual há contraposição de idéias, onde uma tese é defendida e contradita logo em seguida; uma espécie de debate. Sendo ao mesmo tempo, uma discussão onde é possível divisar e defender com clareza os conceitos envolvidos.

A prática da dialética surgiu na Grécia antiga, no entanto, há controvérsias a respeito do seu fundador. Aristóteles considerava a Zenôn como tal, já outros defendem que Sócrates foi o verdadeiro fundador da dialética por usar de um método discursivo para propagar suas idéias.

A DIALÉTICA EM PLATÃO

Para Platão a dialética é o único caminho que leva ao verdadeiro conhecimento. Pois a partir do método dialético de perguntas e respostas é possível iniciar o processo de busca da verdade.

Em sua Alegoria da Caverna, Platão fala da existência de dois mundos: o mundo sensível e o mundo das idéias. Sendo o segundo alcançado apenas através da dialética, da investigação de conceitos.

A DIALÉTICA EM HEGEL

Em Hegel, a dialética se movimenta da seguinte forma: primeiro existe a TESE, que é a idéia, gerando uma ANTÍTESE, que se contrapõe à TESE, surgindo assim a SÍNTESE, que é a superação das anteriores.

Hegel aplicava esse raciocínio à realidade e aos diferentes momentos da história humana. Desde as antigas civilizações do oriente até a concepção de Estado Moderno, constando nesse ínterim, acontecimentos como o surgimento da filosofia, o iluminismo e a Revolução Francesa. Ou seja, a história estaria dividida em três etapas, correspondendo exatamente à TESE, ANTÍTESE e SÍNTESE. A SÍNTESE representa a superação da contradição.

A DIALÉTICA MARXISTA

Karl Marx reformula o conceito de dialética em Hegel, voltando-o para a sociedade, as lutas de classes vinculadas a uma determinada organização social, surgindo assim, a chamada: dialética materialista ou materialismo dialético.

A dialética materialista une pensamento e realidade, mostrando que a realidade é contraditória ao pensamento dialético. Contradições estas, que é preciso compreender para então, transpô-las através da dialética. Marx fala da dialética sempre em um contexto de luta de classes, diferentes interesses, que geram a contradição. Sendo assim, o materialismo dialético é uma das bases do pensamento marxista.

Dialética - InfoEscola

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Como fazer uma festa junina

 

Educar Para Crescer

 

10 dicas para organizar uma festa junina educativa

É possível fazer uma festa junina legal e ainda comprometida com a aprendizagem das crianças e dos adolescentes

Texto Camilo Gomide

Foto: André Penner

Foto: barraca da pescaria

Descobrir a origem da festa junina pode ser o primeiro passo para a contextualização da festa

Pé de moleque, canjica, curau, pamonha, bolo de milho, quentão, bandeirinhas, fogueira, chapéu de palha, sanfona e arraiá. Sim, estamos falando de festa junina. Todo mês de junho é assim: tiramos do armário as camisas xadrez e os vestidos de chita, pintamos sardinhas nas meninas e bigodinhos nos meninos e vamos satisfeitos para a festa na escola, pensando em todos os quitutes deliciosos que nos aguardam.
Esquecemos o principal: o significado da festa. Você conhece as origens das festas juninas? Sabe por que comemos tantas iguarias de milho e de onde vêm as danças? E o colégio do seu filho, aproveita as festas juninas para preencher buracos na grade horária e engordar o caixa ou utiliza os festejos para ensinar alguma coisa para as crianças?
Embora seja uma tradição consagrada e rica da cultura popular, muitas escolas organizam festas de São João, Santo Antonio e São Pedro que pouco, ou nada, contribuem para a aprendizagem dos alunos. O Educar Para Crescer consultou alguns pedagogos e um antropólogo e elencou algumas dicas para garantir que a sua festa junina seja uma verdadeira aula.

 

1. Procurar o sentido original da festa
Qual a origem da festa junina? Descobrir isso pode ser o primeiro passo para a contextualização da festa. E é importante motivar os alunos a buscarem esta resposta. Saber que a tradição vem dos festejos de agradecimento aos santos pela colheita do meio do ano e que, por isso, a maioria dos quitutes é feita de milho, por exemplo, pode despertar neles o interesse pela história. "É necessário recuperar o porquê da tradição da quadrilha, das comidas, da fogueira, para que a festa junina não vire uma mera caricatura do mundo da roça", diz o antropólogo Jadir de Morais Pessoa, professor titular da Universidade Federal de Goiás, especialista em folclore.
 
2. Descaricaturizar o homem do campo
Homem do campo não é Jeca Tatu. É importante apresentar o campo de uma nova maneira. Tirar o olhar de deboche sobre o caipira, manifesto muitas vezes pelas roupas exageradas ou por posturas imbecilizadas. "Trazer uma pessoa da roça para contar dos saberes, descaricaturizar o homem rural. Festejá-lo como sujeito portador de saberes", indica o antropólogo Jadir de Moraes.
 
3. Resgatar as manifestações culturais
Um dos elementos mais importantes das festas juninas são as danças e as músicas populares. Muitas escolas contratam profissionais especializados em cultura popular para valorizar e aprofundar esse universo e desenvolver com os alunos as danças e as canções típicas. Elas não se limitam a contratar sanfoneiros e conjuntos para meras apresentações, fazem mais: colocam os alunos para dançar e até para criar as músicas. "No colégio Vera Cruz, trabalhamos há 10 anos danças típicas de todo o Brasil. As crianças de 5 anos apresentam a "Congada", dança de Minas Gerais; as de 6 anos dançam o "Bumba meu Boi", do Maranhão; e as de 7 anos fazem a tradicional quadrilha", conta Elizabeth Menezes, professora de educação corporal do colégio Vera Cruz.
A festa junina pode ser ótima oportunidade também para apresentar novos instrumentos musicais para as crianças.
No Vera Cruz, a professora traz instrumentos folclóricos como a caixa do Divino Espírito Santo, a matraca, os gungas e os chocalhos. "O mais lindo é ver o quanto as crianças aprendem. Esse ano um aluno criou uma música que nós vamos utilizar na dança: "Um triângulo, dois quadrados, céu e terra, sol e chuva formam o planeta terra de todo mundo", emociona-se a professora, cantando a canção do aluno Theo Vendramini Sampaio, de 5 anos.
 
4. Envolver os estudantes no assunto
Como motivar os estudantes e trazê-los para o projeto? A escola Viva, de São Paulo, utilizou, neste ano, um recurso muito simples: fixou painéis por toda a escola. Os cartazes, confeccionados pelos próprios alunos, traziam curiosidades e atraiam a atenção para o evento. "Foi uma maneira de despertar a atenção nos mais novos. Os painéis traziam informações do tipo: você sabe por que tem fogueira na festa junina? Além disso, traziam fotos dos professores em festas juninas, quando crianças. A brincadeira era adivinhar quem era o professor", disse Marta Campos, coordenadora geral do Ensino Fundamental I da Escola Viva.
 
5. Trazer os alunos para a preparação da festa
As festas juninas escolares devem ser feitas por e para os alunos. O objetivo é estimular o senso de autonomia e de cooperação, reforçando a importância do trabalho comunitário na escola. Para isso, é importante envolver os estudantes em todo o processo, desde a confecção dos estandartes e bandeirinhas à organização das brincadeiras. "Todos os alunos estão envolvidos na organização da festa. Mas alguns têm responsabilidades maiores. Eles coordenam os preparativos, fazem reuniões com a diretoria, apresentam relatórios e tem autonomia para decidir", afirma Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila.
 
6. Associar o conteúdo escolar à festa junina
A preparação da festa pode e deve estar atrelada ao conteúdo aplicado em sala de aula. Na escola Oswald de Andrade, por exemplo, cada classe é responsável por uma barraca e cada barraca apresenta transversalmente o projeto trabalhado em classe. "A turma que está estudando os alimentos, por exemplo, preparou uma barraca relacionada ao assunto", destaca Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do Colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.
 
7. Valorizar o brincar
Uma das tradições da festa junina são as brincadeiras: pescaria, boca do palhaço, jogo da argola, corrida de sacos, pau de sebo, entre outros. Os jogos juninos são a grande diversão da garotada e podem ser uma boa maneira de transmitir valores de cidadania para os alunos. Dois bons exemplos de valorização do lúdico acontecem nas escolas Vera Cruz e Oswald. Na primeira, as próprias crianças são responsáveis pela confecção das prendas. "Elas fazem colares, cadernos, trabalhos em argila e todo tipo de brinquedos. Vale tudo, o importante é a participação", diz Elizabeth Menezes. Já no Oswald, não há brindes para os vencedores. "O objetivo é estimular a brincadeira pela brincadeira", conta Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.
 
8. Estimular a participação da família
A participação dos pais e familiares é importante para as festas juninas em vários aspectos. Para começar, quando comparecem os pais estimulam a criança e reforçam a auto-estima. Mas eles também podem contribuir na organização. No Colégio Oswald de Andrade, por exemplo, os pais conjuntamente com os filhos são convidados a preparar e a trazer os comes e bebes. "A participação dos pais é muito importante para nós. Cabe a eles trazer as comidas, que ficam todas dispostas em uma mesa. O lanche é comunitário, não tem custo, é só chegar e pegar", diz Roberta Ferrari Rodovalho, assistente de direção do Colégio Oswald.
 
9. Não fazer a festa no horário das aulas
É muito importante não atrapalhar a rotina e a programação escolar por causa da festa. A começar pela escolha da hora e da data do evento. Não pode ser no horário letivo. O melhor é fazer aos sábados, domingos ou depois das aulas. "Nunca fazemos nossas festas em período letivo, temos um programa a seguir e não descumprimos. As festas juninas acontecem sexta-feira à tarde, único dia da semana que não funcionamos em período integral", explica José Carlos Alves, diretor do Colégio de Aplicação do Pernambuco, escola pública com a segunda melhor média no Enem e 14ª colocada no ranking nacional.
 
10. Não usar a festa para arrecadar dinheiro
A festa junina não pode ser apenas um pretexto para se arrecadar dinheiro para melhorias na escola. Precisa se auto-sustentar, é claro, mas não precisa gerar lucro. Algumas escolas, como a escola da Vila, em São Paulo, preferem utilizar a festança para juntar recursos para instituições de caridade. "Não cobramos entrada. Pedimos para que as pessoas tragam doações, que repassamos à ONGs que ajudam pessoas carentes. Em 2008 e em 2009,  arrecadamos utensílios de higiene e roupas para uma instituição que auxilia moradores de rua", disse Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila.

Como fazer uma festa junina - Educar Para Crescer

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Desatino nas escolas

 

Tema de discussão: Livro didático que aceita erros gramaticais. Editorial do jornal O Globo de 23/05/2011.

Os dicionários definem o termo "didática" como a técnica de ensinar, meio para dirigir e orientar o aprendizado. Os livros didáticos, por extensão, se constituem no instrumento pelo qual o ensino do uso correto da língua é ministrado nas escolas. Ao permitir na rede pública - base da formação educacional da grande maioria dos estudantes do País - a adoção de um livro que permite erros de português como parte do processo de aprendizagem, o MEC dá abrigo a uma perigosa contradição. Em nome de uma ideologia de proteção a "excluídos da sociedade", o governo avaliza um projeto que, na prática, inviabiliza a inclusão. Coonestar erros de gramática, sob o falso princípio de que se deve derrubar preconceitos linguísticos, agrava o marginalismo cultural a que o desconhecimento da língua condena aqueles que, por enfrentar condições sociais adversas, têm poucas chances de adquirir conhecimentos que lhes permitam mudar sua realidade.

O argumento da autora do livro "Por uma vida melhor", Heloísa Ramos, de que em vez de "certo" e "errado" na avaliação do aprendizado da língua deve-se usar a ideia de "adequado" ou "inadequado", transfere a discussão para o plano da linguística, quando o que de fato interessa é a questão da didática do ensino, a maneira como as crianças serão alfabetizadas e os instrumentos de instrução que lhes serão fornecidos para aprenderem a escrever corretamente.

Trata-se de questão muito mais séria do que é capaz de alcançar a ideologia de almanaque que justifica tais agressões à língua, à inteligência do País e, não menos importante, à formação dos próprios jovens alunos. A defesa de erros primários de concordância verbal e de princípios da gramática, por si só, é inconcebível em qualquer nação que zele por sua língua. E se torna ainda mais indefensável num País como o Brasil, onde o precário nível de ensino, particularmente nas escolas públicas, é responsável por vergonhosos indicadores educacionais. Pode-se imaginar a confusão na cabeça do jovem aluno que, despendendo esforços para aprender as regras da sua língua, seja confrontado com um livro - logo, instrumento supostamente confiável - em que se tem como corretas frases do tipo "nós pega o peixe" ou "dois real".

Por outros exemplos de semelhantes ataques a padrões de comportamento, tem-se por óbvio que a questão do livro de Heloísa Ramos não é episódio isolado no País. Faz parte de um contexto mais amplo, que se move pelo princípio do "politicamente correto". É a mesma cartilha que, no plano do ensino, instrui adeptos do racialismo a condenar, como racista, a obra de Monteiro Lobato (e, como decorrência, a praticar boçalidades como a manifestação, no Rio, contra um bloco de carnaval, e iniquidades como a edição, pelo MEC, de uma bula que oriente os professores como "ensinar" a obra do escritor nas escolas).

Em última análise, permitir a circulação de tal livro é uma agressão não só ao bom senso, mas ao direito do aluno de receber ensino de boa qualidade. Ao aceitar tal desatino, em nome de um ideário de suposta defesa dos excluídos, o MEC boicota o esforço de melhorar os indicadores da Educação no País. Em vez de ajudar a abrir fronteiras da cultura a uma considerável parcela de brasileiros, para os quais o acesso a instrução é tábua de salvação contra adversidades sociais, o ministério apenas os estimula a cultivar erros - que no futuro, na luta pela inclusão social (seja no mercado de trabalho, ou em instituições de ensino que lhes cobrarão conhecimento da língua), lhes custarão caro.

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Jornal da Ciência

sábado, 14 de maio de 2011

Área com transgênico vai triplicar até 2020

 

AgroHelp! O Site de Apoio aos Estudantes de Agronomia.:

A área cultivada com transgênicos no Brasil deve triplicar na próxima década, alcançando 72 milhões de hectares na safra 2019/20. A soja, assim como hoje, continuará sendo a principal cultura transgênica cultivada no país.

Esta é a conclusão do estudo “Benefícios Econômicos e Socioambientais da adoção de Biotecnologia Agrícola no Brasil” realizado pela empresa de consultoria Céleres e divulgado em 22/03, em São Paulo. De acordo com o estudo, em 2019 a área cultivada com soja somará 31,2 milhões de hectares, a de milho, será de 16,9 milhões de hectares, enquanto a de algodão deve alcançar 2,4 milhões de hectares.

No Brasil a adoção de biotecnologia foi muito rápida e hoje já temos a segunda maior área transgênica do mundo, atrás somente dos Estados Unidos”, avalia Anderson Galvão, agrônomo da Céleres. O exemplo que melhor ilustra essa evolução é o milho transgênico, que apenas em três anos responde por 57% da área cultivada no País.

Para Narciso Barison Neto, presidente da Abrasem – Associação Brasileira de Sementes e Mudas, a semente é hoje um dos principais vetores de transferência de tecnologia para a agricultura. O estudo da Céleres, que em seu quarto levantamento ouviu 396 agricultores de pequeno, médio e grande porte, instalados em diversas regiões do Brasil, constatou ainda que, entre as vantagens socioambientais do uso da biotecnologia, estão a redução do uso da água, do uso de óleo diesel e da emissão de gás carbônico.

Na safra 2009/10 as lavouras transgênicas possibilitaram a redução de 16,2 bilhões de litros de água, de 134 milhões de litros de óleo diesel. Além disso, cerca de 357 mil toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas.

Para a safra 2019/20 estatísticas apontam para uma redução de emissão de 3 milhões de toneladas de CO2, economia de 1,11 bilhão de óleo diesel e de 134 bilhões de litros de água. Na próxima década novas variedades de soja e de milho serão disponibilizadas no mercado nacional, bem como variedades de feijão resistente a vírus e arroz resistente a insetos, estas duas últimas desenvolvidas pela Embrapa.  

Luciana Franco


Fonte: Revista Globo Rural

Link: http://colunas.globorural.globo.com/planetaagro/

AgroHelp! O Site de Apoio aos Estudantes de Agronomia.: Área com transgênico vai triplicar até 2020

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Por que ler?

 

Como falar sobre sobre um dos maiores instrumentos da raça humana? Como descrever esse processo de informação e de imersão tão agradável e, ao mesmo tempo, tão pouco valorizado pela nossa sociedade? A leitura - como todos deveriam saber - é fundamental. É triste, inclusive, ver tantos programas e propagandas na televisão (e em outros meios) valorizarem muitos outros aspectos da vida, alguns nem assim tão nobres, enquanto deixam de lado justamente a "questão do ler".


Para se entregar aos livros, aos textos e às poesias, naturalmente, existem muitas razões - e os motivos que nos levam à leitura são tão misteriosos quanto os que nos impelem à escrita e à criação. Pode ser que precisemos ler por obrigação, afinal, queremos passar naquele concurso, não é mesmo? É preciso ler, é preciso estudar, é preciso se informar para crescer pessoal e profissionalmente - disso todos sabem, embora muitos prefiram ignorar. Mas por que não ler somente para conhecer o mundo, para saber mais sobre cada coisa, cada lugar, cada pessoa? Por que não ler somente para matar a curiosidade? É justamente o ato de interagir com o mundo através dos textos, de absorver o conhecimento cunhado por outros, que permite que a humanidade cresça. É pela leitura que homem se forma, pois ler é também manter contato, com aquilo que foi lido e com aquele que escreveu.

E nos arremete então a magia dos livros de literatura, das grandes obras e dos grandes personagens. Como é bom viajar, conhecer lugares novos, quer eles façam parte de nosso "mundo real" ou não. A leitura é um processo catártico, nos permite vivenciar emoções novas e nos faz lidar melhor com aquelas que nós temos, com aqueles problemas intrínsecos ao nosso ser. Quem nunca se identificou com um personagem? Quem nunca leu um texto literário que lhe trouxesse crescimento pessoal, que lhe fizesse encarar o mundo sobre uma nova perspectiva? A leitura nos toca, faz-nos refletir e ponderar. Outras vezes, pode até não ser assim tão radical, mas ainda assim nos serve como um momento de paz, de tranqüilidade, aqueles segundos em que estamos somente nós e os personagens, na intimidade de nossas casas, dialogando.


A leitura, por fim, é mudança; e talvez seja justamente por isso que seja tão pouco valorizada. Muitos temem aquilo que é novo, paralisam diante de novas experiências. E nesse mundo em que é preferível que as pessoas não se rebelem, não ponderem sobre a terrível situação social e econômica a que a maioria está submetida, é "melhor mesmo" que a "questão do ler" seja colocada de lado. Não há motivo para alimentarem a reflexão.
A leitura é um caminho. Ou melhor, a leitura é o caminho. E não deixem que outros os convençam do contrário.

http://www.napontadoslapis.com.br/2011/05/por-que-ler.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogspot%2FYnFY+%28Na+Ponta+dos+L%C3%A1pis%29

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Por que existe o analfabetismo funcional, segundo Mafalda | Livros e afins

 

Eu não sei você, mas eu aprendi a ler em cartilhas com textos sem o menor sentido.

Apesar do zelo e da boa intenção de minhas professoras primárias, quando aprendemos a ler em textos distituídos de sentido, fora de nosso mundo e de nossa realidade, tão somente porque deve haver um “ordenamente alfabético-cartesiano” no aprendizado (acabei de inventar esse conceito), a leitura passa a ser associada à ideia de algo também sem sentido.

Juntamos as letrinhas, mas não sabemos para quê. Por outro lado, chegamos a um ponto em que não conseguimos entender o que os textos literários tem a ver com nossa realidade, perdendo o caminho que me leva até os livros. Considerando que a literatura é um dos mais preciosos caminhos até o outro, isso é uma perda cujo preço é impossível de medir.

Assim, fique com essa tirinha da Mafalda:

tirinha338 mafalda Por que existe o analfabetismo funcional, segundo Mafalda educacao

http://livroseafins.com/por-que-existe-o-analfabetismo-funcional-segundo-mafalda-de-quino/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aulas de educação física melhoram rendimento escolar

 

Redação do Diário da Saúde

Para o corpo e para a mente

Diminuir as atividades físicas e recreativas para que os estudantes fiquem mais tempo na sala de aula, em vez de melhorar as notas, tem um impacto negativo sobre o aprendizado.

A revelação foi feita durante a reunião anual das Sociedades Acadêmicas Pediátricas, que está se realizando em Denver, nos Estados Unidos.

O estudo reforça as evidências de que as atividades físicas são benéficas não apenas para o corpo, mas também para a mente.

Atividades físicas criativas

Kathryn King e Carly Scahill, pediatras do Hospital Infantil da Universidade da Carolina do Norte, testaram um programa de atividades físicas entre crianças do primeiro ao sexto ano, todas apresentando notas abaixo da média.

Antes do programa, as crianças tinham uma única sessão de atividades físicas de 40 minutos, uma vez por semana. As aulas de educação física foram estendidas para toda a semana - 40 minutos por dia, cinco dias por semana.

Mas não se trata apenas de correr, saltar ou fazer polichinelos. O programa envolve atividade de treinamento de movimentos, como traçar formatos no chão com giz ou dar nomes às cores de cada degrau enquanto saltam para baixo ou para cima por uma escada colorida.

Crianças maiores também participaram de exercícios monitorados em aparelhos, como uma esteira que mostrava noções de geografia enquanto a criança corria ou uma parede de alpinismo cujos números vão mudando conforme a criança ascende na escalada.

Mente sã em corpo são

As pesquisadoras compararam as notas dos estudantes em testes padronizados antes e depois do programa de atividades físicas.

Os resultados mostraram que o tempo investido nas atividades físicas e lúdicas tem bom retorno.

O percentual de estudantes que atingiu a nota mínima passou de 55% antes, para 68,5% depois da participação no programa.